domingo, 31 de janeiro de 2010

Quase famosos (Almost famous)

Quase famosos (Almost famous) – EUA – 2000 *****

Direção: Cameron Crowe

Roteiro: Cameron Crowe

Anos 70. Mundo das estrelas do rock. É nesse cenário que conhecemos Jason, garoto de quinze anos nerd, fã de rock’n’roll, super-protegido pela mãe que consegue um emprego como escritor na revista Rolling Stone para acompanhar a banda Stillwater em sua turnê de 1973 pelo país e escrever uma matéria sobre. No melhor estilo road movie, o filme mostra o amadurecimento do garoto de acordo com as experiência que ele vai vivendo na estrada, vendo o mundo das estrelas do rock se desvendar diante dos seus olhos e experimentando coisas que ele nunca nem imaginou que existiam. Nesse ponto as atuações entram como parte vital do filme, com Russell vivido por Billy Crudup como o vocalista egocêntrico da banda que mantém uma “amizade” com o garoto, Penny Lane (Kate Hudson) uma fã/amante de Russel e é claro, a sempre talentosa Frances McDormand, vivendo a mãe de Jason, conseguindo o feito e gostarmos dela e nos simpatizarmos mesmo sendo como ela é: super-protetora e dominadora de seu filho. Podemos reconhecer um pouco de nossas mães nela. Temos ainda as performances divertidíssimas de Philip Seymoor Hoffman, Noah Taylor entre outros. O roteiro auto-biográfico de Crowe é muito bem sucedido porque mostra as transformações vividas por Jason e forma fluída, através dos relacionamentos que ele estabelece ao longo da turnê, como a amizade com Penny Lane, com a qual o garoto se vê apaixonado mais tarde, ou até mesmo com sua amizade com Russell, mal exemplo em todos os sentidos e que no fim das contas é ajudado por Jason. A direção de arte e os figurinos são ótimos, trazendo de volta os anos setenta sem soar de forma exagerada em momento nenhum. A trilha sonora também cumpre o mesmo papel. O filme traz aquela velha regra do sexo-drogas-rock’n’roll mas nunca faz alguma apologia a nenhuma dessas coisas e mostra tudo aquilo como parte natural daqueles serer que habitam aquele mundo. Sendo que na verdade, todos eles têm consciência que existe uma vida real, na qual eles falam o tempo todo, e que cedo ou tarde eles terão que voltar para ela. Com uma seqüência hilariante no final, em que o avião do grupo aparentemente vai sofrer uma queda e todos começar a revelar verdades um para o outro, Crowe mostrou o seu talento tanto para drama quanto para comédia. Quase famosos é um exemplar memorável de road movie e filme sobre o mundo das rock stars.

A princesa e o plebeu (Roman Holiday)

A princesa e o plebeu (Roman Holiday) - EUA – 1953 *****

Direção: William Wyller

Roteiro: Ian McLellan Hunter e John Dighton, baseado em estória de Dalton Trumbo.

Princesa Ann (Audrey Hapburn) ao visitar Roma, entediada com sua vida de compromissos e responsabilidades, resolve passear pela cidade anonimamente e acaba conhecendo Joe Bradley (Gregory Pack), reporter que vê neste encontro a possibilidade de conseguir um furo para seu jornal. Mas os dois começam uma amizade com apenas um dia de passeio e acabam se envolvendo e mudando a forma um do outro de pensar. Estabelecendo o relacionamento dos protagonistas de forma muito gradativa e calma, Wyller constrói muito bem os personagens e faz com que nós acreditemos no que estamos vendo. Parece perfeitamente razoável que Joe goste de Ann e vice versa porque é o que parece que os dois precisavam naquele momento da vida: conhecer um ao outro. E nisso o charme e o talento de Hapburn e Peck tem papel muito importante, porque eles criam personagens com os quais nos importamos e nos sentimos cativados. E tudo isso ainda somado ao charme da cidade de Roma, que se torna quase que uma terceira protagonista do longa. Willer consegue mostrar todos os lados mais glamorosos da cidade, com o Coliseu e outros pontos turísticos famosos e também o lago mais normal e humano, como o bairro em que Joe vive, cheio de pessoas simples, porém cativantes, como o locatário de seu apartamento. Willer intercala as cenas mais divertidas, com um hilário baile no porto com outras mais românticas e introspectivas entre o casal, o que da o perfeito tom de liberdade que a princesa Ann experimenta pela primeira vez na vida, o que nos faz ficar felizes por ela ter a oportunidade de viver sua vida sem tantas regras. Com os aspectos técnicos excelentes (trilha sonora, figurino, direção de arte) o filme é inesquecível, com imagens e impressões que ficam muito tempo na nossa mente depois que termina a sessão.

De volta para o futuro parte III (Back to the future part III)

De volta para o futuro parte III (Back to the future part III) – EUA – 1990 *****

Direção: Robert Zemeckis

Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale

Depois que recebe uma carta vinda do ano de 1885 do Dr. Brown (Christopher Lloyd), Marty (Michael J. Fox) decide procurar o outro Dr. Brown do ano de 1955 para mandá-lo para o passado quando descobre que a vida de seu amigo está em perigo. Já tendo explorado o passado de 1955 no primeiro filme e o futuro de 2015 no segundo, Zemeckis aposta nessa conclusão da trilogia em um western, no melhor estilo possível, com direito a duelos na rua, brigas de bar, donzela salva em perigo, índios perseguidos por soldados americanos e muito mais. É ótima, também, a idéia de homenagear um ícone do gênero, Clint Eastwood, que Marty escolhe como seu nome sem ter muito tempo para pensar. O filme adota um ritmo mais lento do que os outros dois, saindo da ação frenética e do sentimento de urgência e adotando um tom mais introspectivo e melancólico. É quando podemos conhecer melhor o personagem do Dr. Brown. Não que este não possua sua ação, mas é bem mais comedida do que nos outros. Mais uma vez a direção de arte mostra seu virtuosismo em criar a Hill Valley do velho oeste com brilhantismo. Quem não se sente emocionado ao ver o prédio do famoso relógio sendo construído? E o melhor: Marty e Dr. Brown ainda tiram uma foto com o tal relógio, fechando o ciclo dos três filmes. Todo o elenco se sai mais uma vez muito bem. Principalmente Lloyd, que mostra outras facetas do Dr. Brown. Não consigo imaginar o filme com outros atores. Fechando a trilogia com chave de ouro, este ótimo De volta para o futuro parte III ainda presta uma homenagem aos clássicos westerns.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Estrada (The Road)

A Estrada (The Road) – EUA – 2010 *****

Direção: John Hillcoat

Roteiro: Joe Penhall, baseado no romance de Cormac McCarthy

Em um futuro pós-apocalíptico, um homem (Viggo Mortensen) e seu pequeno filho (Kodi Smit-McPhee) tentam sobreviver enfrentando frio, fome e os outros seres humanos que se tornaram canibais. O argumento da história é bem simples o que poderia gerar um filme simplório nas mãos de um diretor qualquer, mas não é o que acontece. Hillcoat vai profundo nas mentes dos personagens e em suas motivação, o que é o principal. Uma pergunta fica o tempo todo para os personagens e para o espectador: qual o sentido de viver em um mundo, mesmo se você tem condições, em que tudo se acabou? Os animais, as plantas, toda a organização da sociedade, e o pior: a humanidade dos seres humanos. É nesse ambiente hostil que este homem e seu filho (sempre sem nomes), tentam rumar sempre para o sul, fugindo do frio, procurando comida e tentando não ser comido pelos outros canibais. O filme ainda aposta em fash bakcs que mostram a vida do homem e sua esposa (Charlize Theron) minutos após a catástrofe, que nunca é explicada, e alguns outros períodos como o parto e o momento em que esta decide por fim à sua vida. Estes flashs são intercalados na narrativa de forma suave, de forma que não interrompem a história que estamos acompanhando, mas ajudam a contá-la. Theron, sempre talentosa, em poucas cenas consegue exprimir toda a intensidade dos sentimentos experimentados pela jovem mãe. Mas o show de interpretação mesmo fica por conta de Mortensen, intenso até a última fibra, como já mostrou antes em filmes como O Senhor dos Anéis e Senhores do crime, ele encarna a figura do pai que tem como única motivação para estar vivo o seu filho. E isso é mostrado em cenas fortes como aquela em que este ensina para o filho como usar uma arma em um caso de desespero no qual ele precise se matar ou quando deixa seu filho tomar uma Coca Cola pela primeira vez, e assiste à reação dele. Tudo isto demonstrado com muita sensibilidade e talento por Mortensen. O filme consegue trazer todo o clima sombrio de como seria o planeta terra após a destruição fugindo dos clichês, como mostrar a estátua da liberdade caída, por exemplo, exaustivamente explorado pelo cinema catástrofe. Ao invés disso, o diretor Hillcoat mostra a desolação através de sutilizas como notas de dólares espalhadas pelo chão sem que ninguém notasse ou desse atenção. Afinal, que uso teria o dinheiro num ambiente assim. Ou a surpresa do pai e do filho ao encontrarem um inseto vivo, ou mesmo a absoluta ausência de nomes, afinal, nem eles são necessários desde que as pessoas deixaram de existir como indivíduos. A fotografia cinzenta e desprovida de cores retrata bem a solidão daquelas vidas. Esta é apenas diferente, com cores quentes, quanto temos acesso às vidas daquelas pessoas no passado, quando ainda existia alguma esperança para eles. A praticamente ausência de trilha sonora também tem esse efeito de solidão, e quando a trilha se apresenta para se fazer ouvida, é apenas sutil, suave e comedida. Caso fosse diferente, destoaria do resto do filme. As únicas coisas que me incomodaram no longa foi a natureza divina que o pai às vezes atribuía ao seu filho. Não entendi de fato o propósito daquilo. E também o desfecho, um pouco otimista demais, contrastando com o filme em si. Mas nada que comprometa o resultado final. A Estrada com certeza vale a pena ser visto.

Ed Wood (Idem)

Ed Wood (Idem) - EUA – 1994 *****

Direção: Tim Burton

Roteiro: Scott Alexander e Larry Karaszewski, baseado no romance de Rudolph Grey.

Mestre em criar histórias e personagens sombrios, porém profundos, nesse ótimo Ed Wood Tim Burton faz uma homenagem aos filmes trash da década de 40 que eram tão populares nos Estados Unidos e a Ed Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos. O longa conta a história de Ed, diretor medíocre de cinema, mas que se acha muito talentoso. Ele procura verba para o seu novo filme, que ele tem certeza que será um sucesso, mesmo sendo uma produção pequena (leia-se medíocre), pelo fato de ter conseguido a participação de uma estrela decadente e viciado em drogas Bela Lugosi (Martin Landau). Conseguindo terminar o seu filme, ele descobre na premiére que o filme é um fracasso. Não convencido ainda de sua falta de talento, Ed consegue convencer um membro da Igreja Batista a investir todo o dinheiro economizado pela sua igreja para produzir filmes religiosos no seu mais novo projeto, uma ficção científica trash, alegando que assim eles farão mais dinheiro, somado ainda o fato de ser o último filme de Lugosi, morto antes mesmo de começarem as filmagens. Eles aceitam com a condição de batizar todos os membros da equipe de produção. Conseguindo o feito de fazer rir, e muito, Burton não abandona as suas raízes e o seu estilo, mas consegue arrancar risadas devido a performance hilária de Johnny Depp e ao roteiro maravilhoso, que homenageia todo o tempo o cinema em si, e mais particularmente, os filmes trash do passado. Estabelecendo Ed Wood como um sujeito complexo (ele gosta de usar roupas femininas) e ao mesmo tempo imbatível diante das circunstâncias adversas (sua esposa o deixa, troca de produtora e é despedido) Depp coloca todo o seu talento para o drama e comédia e faz de Ed um sujeito simpático, sempre sorridente, do qual ninguém é capaz de odiar. Mas sentimos até pena do rapaz, devido a sua falta de talento e incapacidade de perceber isso. Mas isso não o impede de se comparar todo o tempo com Orson Wells, seu ídolo. E, na melhor seqüência do filme em minha opinião, ele encontra seu ídolo, Wells, em um bar depois de muitas decepções com sua carreira de diretor e troca confidências e desabafos profissionais com este de igual para igual. Só esta cena já valeria o filme. Recheado de personagens interessantes, engraçados e sombrios, obviamente, o filme prende a atenção e nos faz importar com cada um deles. Seja Lugosi, o ator decadente, ou Bunny (Bill Murray) um ator que sonha em trocar de sexo, seja a Vampira, atriz medíocre que se acha muito talentos, seja Kathy, namorada de Ed, ou o produtor dele, que tem plena consciência que o cinema que eles fazer é lixo, ou até mesmo a equipe de produção de Ed, sempre com aparência de desânimo e desmotivação, o que não deixa de ser engraçado. Com uma fotografia em preto e branco maravilhosa, Burton acerta no tom do filme, que, mais uma vez, presta sua homenagem ao cinema trash com todos os seus aspectos, desde a trilha sonora ao figurino. Acho que na verdade, o filme apenas mostra a paixão do cineasta por coisas sombrias e góticas, no caso, o Cinema de terror.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

De volta para o futuro parte II (Back to the future part II)

De volta para o futuro parte II (Back to the future part II) – EUA – 1989 *****

Direção: Robert Zemeckis

Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale

Não se contentando em apenas viajar para o passado no primeiro filme, Zemeckis vai para o futuro nesta continuação de De volta para o futuro e ainda, manda Marty (Michael J. Fox) e o Dr. Brown (Christofer Lloyd) de volta para o passado do primeiro filme, onde estes encontram os seus outros eus viajantes no tempo. Se no primeiro longa Zemeckis explorava a idéia de alguém ir ao passado e encontrar os seus pais jovens, aqui ele explora a idéia de mandar Marty ao futuro para perceber que um erro seu causou um uma mudança (para pior) no futuro de sua família, e ele e Dr. Brown precisam voltar ao passado de 1955 em que eles foram no primeiro filme para corrigir esse erro. O filme mantém o mesmo tom de aventura e urgência do primeiro, com muitas cenas de ação frenética, muito bem dirigidas e outras tantas engraçadas, como aquela em que visitamos a casa de Marty mais velho e conhecemos seus filhos e seus pais naquele futuro e podemos ter um vislumbre da idéia do que seria o futuro de Zemeckis. Outros momentos impagáveis são aqueles em que revivemos partes do primeiro filme e podemos assistir a Marty e Dr. Brown observarem a si mesmos em sua tentativa de mandar Marty para o presente e a tudo que eles passam. Imaginamos como seria se pudéssemos fazer isso em nossas vidas. A simples possibilidade já deixa qualquer um no mínimo, interessado. A recriação de época é perfeita, como no primeiro filme. Tanto a do passado, como era de se esperar, quanto à do futuro. E Zemeckis ainda inclui uma ótima piada envolvendo o filme Tubarão, de Spielberg. Mais uma vez, este é um pequeno clássico de um ótimo diretor.

Vídeo Curioso

Este é um vídeo bastante divertido que recebi por e-mail com algumas cenas de filmes conhecidos reproduzidas por um grupo de atores com corda. Vale a pena ver.

video

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Distante nós vamos (Away we go)

Distante nós vamos (Away we go) – EUA/Reino Unido – 2009 *****

Direção: Sam Mendes

Roteiro: Dave Eggers e Vendela Vida

Adotando uma lógica episódica em sua narrativa, com mostram os letreiros brancos num fundo preto de tempos em tempos, esse novo filme do sempre bom diretor Sam Mendes conta a história de um casal convencional de americanos, Burt (John Krasinski) e Verona (Maya Rudolph) por volta dos seus trinta e poucos anos. Eles namoram, moram juntos e acabam descobrindo que estão grávidos. Preocupados e depois animados com a idéia, ele se tranqüilizam por saber que os pais do rapaz que moram perto estão dispostos a ajudar com o bebê, até descobrirem que estes resolveram alugar a casa e se mudar do país. Desesperados por se sentirem sem suporte, sozinhos e sem saber o que fazer, eles resolvem empreender uma viagem no qual vão encontrar seus antigos amigos e parentes em cidades diferentes para decidir onde vão viver e conseqüentemente, que tipo de vida querem levar com o bebê. O filme alterna momentos de humor ácido e inteligente com momentos mais densos, em que Mendes vai fundo nas dúvidas, anseios e personalidades dos personagens, o que me fez lembrar um pouco Woody Allen, questionando casamento, sexo, superficialidade e outros valores e problemas da sociedade. Mendes acerta muito no tom episódico do filme, situando o espectador em cada cidade e nas pessoas que o casal encontra em cada uma delas. Seja a irmã de Verona, que traz uma dinâmica familiar legal para o filme, discutindo a perda dos pais, seja a ex-chefe maluca da moça que fala tudo que lhe vem à mente e tem uma família desestruturada, mas não liga muito pra isso, seja a prima postiça de Burt, com seus conceito alternativos/budistas de vida (uma performance hilária de Meggie Gyllenhaal), ou a família que parece perfeita, cheia de filhos adotivos, mas sem filhos biológicos, o que traz certo desconforto para o casal, e por fim, o irmão de Burt, que foi deixado pela esposa com sua filha pequena recentemente. É diante de tudo que aprenderam e vivenciaram nessa viagem que o casal lida com seus próprios questionamentos e problemas e se vê obrigado a tomar a tão esperada e temida decisão: onde e como vão viver. Com um desfecho otimista, mas bastante realista, Mendes demonstra seu talento mais uma vez para fazer filmes interessante e profundos sobre algo que falta hoje em dia no cinema: os seres humanos.

Oliver Twist (Idem)

Oliver Twist (Idem) – República Tcheca/Reino Unido/França/Itália – 2005 ***

Direção: Roman Polansky

Roteiro: Ronald Harwood, baseado no livro de Charles Dickens

Diretor respeitado e elogiado em todo o mundo, Roman Polansky se aventura com este Oliver Twist a adaptar o romance homônimo de Charles Dickens já tantas vezes adaptado para o cinema (cerca de vinte vezes). O filme conta a história de Oliver Twist, garoto órfão que é jogado em um orfanato em que trabalha quase como escravo e passa fome. Sendo escolhido em um sorteio para ser aquele que vai pedir mais comida depois do jantar, é repreendido pelo diretor que acaba acelerando o seu processo de “adoção” por sua atitude aparentemente rebelde. Ele acaba sendo enviado para uma casa onde é maltratado por todos, inclusive um garoto de sua idade, que sente verdadeiro ódio por Oliver aparentemente sem motivo. Depois de uma briga com este, Oliver é espancado e resolve fugir. No meio do caminho, sem saber para onde ir, descobre que a cidade Londres fica a setenta milhas. Depois de sete dias de caminhada, chega à cidade, praticamente morto, quando é acolhido por um garoto que o trata bem e o leva ao seu mentor, o gentil Fagin. Fagin protege vários garotos e os ensina a roubar das pessoas da cidade. Se juntando rapidamente ao grupo, Oliver em sua primeira tentativa de roubo é pego pela polícia e, por sorte, acaba conhecendo o amável e rico Sr. Brownlow (Edward Hardwicke), que o dá abrigo e decide adotá-lo. É quando, desafortunadamente, é seqüestrado de volta pela gang de Fagin por medo de Oliver entregá-los à polícia. O roteiro é bem escrito e bem amarrado, mas falta emoção e realismo à história. Isso acontece às vezes, mas na maior parte do tempo o filme assume um tom de fábula, que pode ser percebido pelas performances caricatas e exageradas da maioria do elenco. Mas existem também os momentos sombrios, como aquele em que um personagem é assassinado brutalmente. A performance do garoto Barney Clark é muito razoável, para ser bondoso. Ele não consegue demonstrar sofrimento ou desespero, mesmo diante de todas as adversidades de Oliver enfrenta na vida. O destaque do elenco fica por conta de Bem Kingsley, construindo um Fagin ambíguo e complexo, que por vezes é gentil e aparentemente bondoso, e por vezes é malicioso e desumano. Ele é o único ator que encontra equilíbrio em todo o filme. A direção de Polansky é talentosa, mas pouco pode fazer com o roteiro pobre. Quando assistimos Oliver Twist, é até difícil acreditar que foi dirigido pelo mesmo genial diretor de O Pianista e Chinatown. Mas o filme reserva bons e inspirados momentos para o seu desfecho. A direção de arte e figurinos do longa são a melhor parte, com uma recriação de época da Londres do século XIX impressionante. A trilha sonora peca por alguns exageros, por às vezes chamar muito a atenção para si, mas no geral é eficaz. Mas nada excepcional. Oliver Twist decepciona em alguns aspectos, mas vale a pena ser visto por ser um filme de Polansky e pela ótima performance de Ben Kingsley.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Abraços partidos (Los abrazos rotos)

Abraços partidos (Los abrazos rotos) – Espanha – 2009 ****

Direção: Pedro Almodóvar

Roteiro: Pedro Almodóvar

Novo filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, Abraços partidos mostra a paixão deste por cinema e também pela protagonista, sua musa Penélope Cruz. Ela é Lena, uma secretária que sonha em trabalhar como atriz. Ela se vê envolvida com seu chefe rico que se torna seu provedor, mas nunca amante de fato. Até que conhece Mateo (Luís Homar) através de um teste que faz para o que seria a sua primeira comédia como diretor. Eles se apaixonam e passam a alimentar uma amor às escondidas, já que Lena não pretende deixar seu atual marido, que também é o produtor do filme. Enfrentando uma crise de ciúmes e obsessão, o marido de Lena comete uma loucura que acaba destruindo o filme e o romance do casal. Almodóvar demonstra o talento habitual, como em Volver e Má Educação, mas eu particularmente considero estes outros superiores a este Abraços partidos, por possuírem histórias mais consistentes e fortes. Não que Abraços partidos não seja forte, mas beira quase no melodrama, com direito a revelações de paternidade no final. O filme apela também para sub-tramas que não levam a nada, como a do jovem filho da assistente de Mateo, que se envolve com drogas enquanto trabalha em uma boate. Qual foi o sentido daquilo? Mas ele acerta em incluir a ficção dentro da ficção, demonstrando o seu amor pela Sétima arte, como em Volver e Má Educação, mas como já disse, acerta mais naqueles outros dois. O charme do filme fica por conta, é claro, de Penélope Cruz, linda e sensual, emotiva e com presença marcante. Vale a pena ver o longa por causa dela. Esperamos que o próximo Almodóvar seja um pouco mais regular do que este, mas Abraços partidos de forma alguma deixa de agradar e prender a atenção.

De volta para o futuro (Back to the future)

De volta para o futuro (Back to the future) – EUA – 1985 *****

Direção: Robert Zemeckis

Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale

Filmes que tratam de viagens no tempo sempre me atraíram. Principalmente porque eles me foram apresentados na infância por reprises deste clássico De volta para o futuro, do sempre talentoso Robert Zemeckis. Com tons de aventura, comédia, ficção científica e romance, somos apresentados ao rapaz Marty (Michael J. Fox), jovem descolado aspirante a músico orgulhoso de sua namorada e não tanto assim de seus pais, que claramente são frustrados e, como ele pensa, dois perdedores. Mantendo uma amizade com o excêntrico Dr. Brown (Christopher Lloyd) ele descobre que este conseguiu construir uma maquina do tempo com um Delorian, e sem menos esperar, Marty se embarca em uma viagem acidental que o leva trinta anos no passado, onde conhece seus pais na mesma idade que a sua: dezessete anos. Zemeckis explora todas as possibilidades que essa premissa pode ter: quem nunca pensou em como seriam os seus pais quando jovens? Ou, como seria se eu pudesse viajar para o futuro ou passado? É então que vemos Marty ver sua mãe interessada por ele ao invés de seu pai, vê também o quanto seu pai era desajustado e tímido, vê sua mãe também bebendo e fumando, traindo todos os seus discursos de quando se torna adulta e mãe, etc. Robert Zemeckis conduz a história com muito talento e agilidade, sempre causando o tom de urgência necessário e de aventura. Com seus movimentos de câmera interessante, ele sempre surpreende e torna o filme atrativo e conta também a história de forma bastante visual. As performances de Fox e Lloyd são divertidas e enérgicas, tornando os personagens cativantes. Lea Thompson e Crispin Glover se saem muito bem também como os pais de Marty. A direção de arte recria os anos 50 de forma realista, mas também bastante divertida. Isso pode ser visto através dos cartazes dos filmes no cinema, dos estabelecimentos comerciais, dos carros circulando pela cidade e dos figurinos. Tudo feito com muito cuidado, atenção aos detalhes e talento. De volta para o futuro não é nada menos do que um pequeno clássico para todas as idades. Vale a pena comprar o Box de colecionador com os três filmes (que eu tenho, a propósito).

Um olhar no paraíso (The lovely bones)

Um olhar no paraíso (The lovely bones) – EUA/Reino Unido/Nova Zelândia - 2009 *****

Direção: Peter Jackson

Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, baseado no romance de Alice Sebold

Há pouco tempo, aqui neste blog, falei sobre o maravilhoso A partida, filme japonês que trata do delicado assunto morte. Agora, venho falar aos senhores(as) deste mais novo filme do talentoso diretor neozelandês Peter Jackson, Um olhar no paraíso, que trata do mesmo assunto, mas do ponto de vista, no caso, da pessoa morta, a garota Susie brilhantemente interpretada por Saoirse Ronan. Conhecido por ter dirigido a trilogia O Senhor dos anéis, Peter Jackson já se estabeleceu com um dos diretores mais respeitados e admirados da atualidade, com seu talento para contar histórias de maneira emocionante e marcante. Já tendo adaptado livros anteriormente (O Senhor dos anéis) e sendo muito bem sucedido, Jackson parte para algo bem diferente do que fez em O senhor dos anéis, em parte. Em tema, este Um olhar no paraíso é bem diferente do que o outro, mas a preocupação de Jackson em mergulhar a história nas mentes dos personagens e seus conflitos emocionais é a mesma vista naquele, o que torna as duas obras muito relevantes e importantes. O filme conta a história da garota Susie, que vive a sua pré-adolescência a todo vapor e demonstra muita vivacidade e criatividade, fotografando tudo ao seu redor com sua nova câmera e descobrindo o mundo ao mesmo tempo. Até que um dia ela tem sua vida interrompida abruptamente por um serial killer que vive em seu bairro, quando é então que acompanhamos a trajetória de sua família para superar a sua morte e a dela mesma, tentando entender o porquê de tudo e encontrar um caminho. Sempre muito gráfico em seus filmes, Jackson faz com que eles sejam inconfundíveis para quem o conhece, com seus movimentos de câmera muito bem elaborados e suas composições de quadro geniais. Ele conta a história não só com palavras, mas em grande parte, com suas imagens marcantes. Aliás, a imagens às quais Susie vislumbra depois de sua morte são imagens que penso que nunca vou me esquecer. Jackson constrói muito bem, também, os relacionamentos familiares dos personagens centrais, mostrando uma família, que apesar dos defeitos de seus membros, se ama e quer ficar junto. E isso se deve em grande parte também ao elenco de peso, com Rachel Weisz, Mark Wahldberg e Susan Sarandon. Destaque também para Stanley Tucci, interpretando um homem que esconde debaixo de seu exterior inofensivo um monstro desumano capaz de atrocidades. Aborreceu-me um pouco a seqüência que tenta ser engraçadinha da personagem de Susan Sarandon tentando tomar as rédeas da casa. Destoou um pouco do resto do filme, mas é algo perdoável. Elogios fartos devem ser dados à montagem e edição do filme, que mistura com excelência os momentos da família de Susie na terra e os dela, onde quer que ela esteja. É essencial para a qualidade do filme e para conseguirmos acompanhar a história de forma fluida, e o que é mais importante, de forma emocionante. O momento que Susie e seu pai conseguem ver um ao outro é muito tocante. E, outra vez, Saoirse Ronan me impressionou durante todo o filme, com a intensidade de sua performance e a profundidade emocional que ela dá para Susie. É surpreendente vindo de uma garota tão jovem. A direção de arte, fotografia e trilha sonora, são, sem necessidade de dizer, excepcionais. Por fim, mais uma obra prima do mestre Jackson.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Chéri (Idem)

Chéri (Idem) – Alemanha/França/Reino Unido – 2009 ****

Direção: Stephen Frears

Roteiro: Christopher Hampton, baseado no livro de Colette

Introduzindo a história contando um pouco da vida de três cortesãs (palavra bonitinha para prostitutas) de luxo parisienses do início do século XX através de fotos e uma narração em off do próprio Frears (irônico), o filme Chéri já anuncia o tom que vai tomar: o da comédia com toques de drama. O centro da história é o jovem Fred (Rupert Friend), apelidado de Chéri por Lea (Michelle Pfeiffer), cortesã famosa na corte e ex-rival de sua mãe (Kathy Bates), já que esta já se aposentou e agora vive apenas para gastar sua riqueza e se preocupar com a vida alheia. Lea tem a tarefa de ensinar o jovem Chéri nas artes do amor, e o que era para durar apenas seis meses tornam-se seis anos. À vista de um casamento arranjado por sua mãe com Edmee, filha de outra cortesã famosa, Chéri se vê divido entre a segurança do casamento e o afeto que claramente ele e Lea sentem um por outro, e percebe que o que tinha com a cortesã era mais do que só sexo. O filme, que tinha tudo para ser um drama água com açúcar, assume um tom irônico e até mesmo engraçado, devido ao roteiro, que estabelece muito bem a intensidade dos relacionamentos (conseguimos ver o porquê Chéri e Lea se dão tão bem), a futilidade daquelas vidas sem objetivo e por causa, também, das performances maravilhosas de Pfeiffer, como uma mulher que a vida toda dependeu de sua beleza para viver e agora tem medo da velhice, e Bates principalmente, como uma divertida ex-cortesã que apenas quer aproveitar sua riqueza, e também da trilha sonora, que faz o seu papel de ser emocionante as vezes, mas também irônica e divertida. A direção de arte do filme é maravilhosa, com cenários exuberantes e com a recriação de época perfeita de uma cidade do início do século XX. Os figurinos também chamam a atenção pela beleza e pela variedade. Cada vez que Lea aparece em cena, ela está usando algo que demonstra sua riqueza e bom gosto, também, fazendo jus à sua fama de cortesã de luxo. E tem, obviamente, a fotografia, que faz com que esses aspectos (direção de arte e figurinos) sejam realçados ainda mais. Chéri é um filme emocionante e divertido, que vale a pena ser visto pelo talento de seus realizadores e pela força de sua história.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Guerra ao terror (The hurt Locker)

Guerra ao terror (The hurt Locker) - EUA - 2009 *****

Direção: Kathryn Bigelow

Roteiro: Mark Boal

Grande aposta para o Oscar 2010, esse novo longa da talentosa diretora Kathryn Bigelow surpreende pelo realismo e pela intensidade dramática da história. O filme conta a história de um grupo de soldados americanos especialistas em desarmamento de bombas trabalhando no Iraque. Restam apenas alguns dias para o retorno a casa, mas vários acontecimentos tornam os últimos dias intensos e intermináveis. A narrativa é centrada no personagem William (Jeremy Renner), militar experiente na Guerra do Afeganistão, marcado pelas suas experiências traumáticas e, como descobrimos, viciado na adrenalina da guerra. O filme, na verdade, é um grande estudo de personagem, se concentrando em mostrar todas as facetas sombrias do personagem de Renner, e isso sem muitas palavras e muitos diálogos, demonstrando o talento de Bigelow e Renner. Aliás, Bigelow conduz o filme com extrema sensibilidade, tanto nas cenas de ação, em que mostra o desarmamento das bombas e outros momentos tensos, quanto nos momentos mais intimistas dos personagens. Nas cenas externas, sempre mantém a câmera alta e em movimento, num tom de documentário, o que ajuda a criar a tensão. O filme ainda levanta muitos questionamentos sociais e políticos, sobre as motivações da guerra, e também dos soldados em si. A fotografia sem cores fortes reforça o tom documental da história e a trilha sonora é bem econômica e eficaz. Contanto com pontas de estrelas Hollywoodianas, como Guy Pearce e Ralph Fiennes, todo o elenco se sai muito bem. Enfim, um ótimo e profundo filme que merece qualquer premiação que possa vir a receber.

A Maldição da flor dourada (Man cheng jin dai huang jin jia)

A Maldição da flor dourada (Man cheng jin dai huang jin jia) – China/Hong Kong – 2007 *****

Direção: Yimou Zhang

Roteiro: Yimou Zhang

Depois de dois filmes maravilhosos, Herói e O clã das adagas voadoras, Yimou Zhang fecha o ciclo com esse, não menos maravilhoso A Maldição da flor dourada. Seguindo do gênero wuxia pian dos antecessores, mas com um pouco mais de realismo nas cenas de ação, esse longa se apresenta mais como uma tragédia sheakesperiana, do que como um filme de artes marciais como Herói ou um drama romântico como O clã das adagas voadoras. Contando a história da família imperial chinesa feudal da dinastia Tang, acompanhamos o Imperador (Chow Yun-Fat, ótimo) que está aos poucos envenenando secretamente sua esposa, por descobrir que esta mantém um caso com seu filho mais velho do primeiro casamento. Mas o que ele não sabe é que a imperatriz arquiteta um plano para destituí-lo do trono o colocar um de seus filhos no lugar. Retratando a dinâmica da família imperial, como todos os seus membros (três filhos) e os conflitos e características das relações que ligam a todos, o roteiro estabelece cada personagem de forma genial, situando o espectador em cada acontecimento e reviravolta que história toma. O destaque fica para a seqüência clímax do filme durante o Festival do Crisântemo, em que a família se reúne para comemorar e cada um tem consigo um grande segredo. É possível sentir a tensão em cada rosto. O desfecho do longa se dá em uma épica batalha, em que a grandiosidade é o tema do diretor. Se em Herói e O clã das adagas voadoras ele conduzia os combates de forma mais intimista com poucos personagens, aqui ele cria uma seqüência épica com centenas de figurantes, digna de elogios, empregando efeitos visuais de forma muito eficaz, sem que eles tomem o lugar da narrativa. E quando se concentra em lutas mais pessoais, estas são coreografadas de forma genial, como de costume. A direção de arte não é nada menos do que espetacular. O palácio imperial com seus interiores luxuosos e seu exterior (que set!), saltam aos olhos, e Yimou faz questão de mostrá-los em todos os seus detalhes, enchendo a tela de cores fortes, e tudo cercado a muito dourado. A trilha sonora é bastante forte, mas não exagerada. Simplesmente tenta retratar o interior daquelas vidas cobertas de beleza, mas cheias de segredos. Enfim, é só correr para a locadora mais próxima e assistir essa obra de arte de um cineasta genial.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Margot e o casamento (Margot at the wedding)

Margot e o casamento (Margot at the wedding) – EUA – 2007 ****

Direção: Noah Baumbach

Roteiro: Noah Baumbach

Margot (Nicole Kidman) com sua língua afiada e sua sinceridade excessiva, faz uma viagem surpresa ao casamento de sua irmã (Jennifer Jason Leigh), com que não tem mantido contato a um bom tempo e aparentemente estavam brigadas. Chegando e já causando rebuliço desde já, Margot não se poupa de falar nada que lhe vem à mente, inclusive sua opinião sobre o noivo excêntrico de sua irmã (Jack Black). Levando a destruição com sua língua e sua instabilidade emocional no fim de semana, acaba transformando a vida de sua irmã e seu noivo, mesmo que eles não tenham pedido por isso. O filme aborda de forma muito talentosa a dinâmica familiar, principalmente o relacionamento das duas irmãs, que tem toda uma vida juntas, mas que por si só são seres humanos muito diferentes em essência, mas que se amam profundamente. O filme é baseado nas performances poderosas de Kidman e Leigh, sempre talentosas e intensas. Jack Black também está muito bem como o músico e escritor frustrado, tendo sua dose de drama no filme, mas também momentos muito engraçados (que é a especialidade do ator). Destaque também para o elenco infanto-juvenil, que impressiona pelo talento e realismo das atuações. Aliás, realismo é o mote do diretor Baumbach, que emprega uma narrativa que não faz questão nenhuma de ser suavizada para o público, mas ainda assim, sem deixar de ser fluída. O roteiro não poupa nenhum dos personagens e mostra todos os lados mais sombrios e íntimos destes. O realismo do filme pode ser percebido também pela ausência de trilha sonora e pela montagem e edição bem crua, cortando às vezes os diálogos o meio e interrompendo as falas dos personagens. Margot e o casamento é uma boa opção para quem gosta de filmes que retratam dinâmicas familiares (outro bom exemplo é Retratos de família) e pra quem gosta de ver boas atuações.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Globo de Ouro 2010

É quase de conhecimento geral que o Globo de Ouro não é uma premiação que pode ser levada a sério artisticamente. Os interesses dos realizadores e o reduzido número de votantes nas categorias é trazer o maior número de estrelas possível para o palco para conseguir uma audiência alta na exibição. Mas é de interesse nosso, cinéfilos, ficarmos bem informados sobre as premiações, mesmo elas não sendo tão sérias e confiáveis.
PS.: O Globo de Ouro é uma prévia para o Oscar? Resposta: não.

Aí vão os indicados e os vencedores:

Melhor Filme – Drama
Avatar
Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds)
Preciosa
Amor Sem Escalas (Up In The Air)

Melhor Filme - Comédia ou Musical
(500) Dias Com Ela ((500)
Days of Summer)
Se Beber, Não Case (The Hangover)
Simplesmente Complicado (It´s Complicated)
Julie & Julia
Nine

Melhor Diretor
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
James Cameron - Avatar
Clint Eastwood - Invictus
Jason Reitman - Amor Sem Escalas (Up In The Air)
Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds)

Melhor Roteiro
Amor sem escalas (Up In The Air)
Simplesmente Complicado (It´s Complicated)
Distrito 9 (District 9)
Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds)

Melhor Ator – Drama
Jeff Bridges - Coração Louco (Crazy Heart)
George Clooney - Amor sem escalas (Up in the Air)
Colin Firth - A Single Man
Morgan Freeman - Invictus
Tobey Maguire - Brothers

Melhor Atriz – Drama Emily Blunt - The Young Victoria
Sandra Bullock - O Lado Cego (The Blind Side)
Helen Mirren – The Las Station
Carey Mulligan - Educação (An Education)
Gabire Sadire - Preciosa

Melhor Ator - Musical ou Comédia
Matt Damon – O Desinformante (The Informant)
Daniel Day Lewis - Nine
Robert Downey Jr. - Sherlock Holmes
Joseph Gordon Levitt - (500) Dias Com Ela ((500) Days of Summer)
Michael Stuhlbarg - Um Homem sério (A Serious Man)

Melhor Atriz - Musical ou Comédia
Sandra Bullock – A Proposta (The Proposal)
Marion Cotillard - Nine
Meryl Streep – Simplesmente Complicado(It´s Complicated)
Meryl Streep - Julie & Julia
Julia Roberts – Duplicidade (Duplicity)

Melhor Ator Coadjuvante
Matt Damon – Invictus
Stanley Tucci – Um olhar no paraíso (The Lovely Bones)
Christopher Plummer - The Last Station
Christoph Waltz – Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds)
Woody Harrelson - The Messenger

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo´Nique – Preciosa
Julianne Moore - A Single Man
Anna Kendrick - Amor sem escalas (Up In The Air)
Vera Farmiga – Amor sem escalas (Up In The Air)
Penelope Cruz - Nine

Melhor Canção Original
"I Will See You" - Avatar
"The Weary Kind" - Coração Louco (Crazy Heart)
"Winter" - Brothers
"Cinema Italiano" - Nine
"I Want to Come Home" - Everybody´s Fine

Melhor Trilha Sonora
Michael Giacchino – Up – Altas aventuras
Marvin Hamlisch – O Desinformante (The Informant)
James Horner - Avatar
Abel Krozeniowski - A Single Man
Karen O. and Carter Burwell – Onde vivem os monstros (Where the Wild Things Are)

Melhor Filme de Animação
Coraline e o Mundo Secreto (Coraline)
O Fantástico Senhor Raposo (The Fantastic Mr. Fox)
Tá Chovendo Hamburguer (Cloudy with a Chance of Meatballs)
A Princesa e o Sapo (The Princess and The Frog)
Up - Altas Aventuras (Up)

Melhor Filme de Língua Estrangeira
Baaria (Itália)
Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos ou Broken Embraces - Espanha)
Um Profeta (Un Prophète ou A Prophet- França)
A Fita Branca (Das weisse Band ou The White Ribbon - Alemanha / Áustria)
The Maid (La Nana - Chile/Espanha)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Julie e Julia (Julie & Julia)

Julie e Julia (Julie & Julia) – EUA – 2009 ***

Direção: Nora Ephron

Roteiro: Nora Ephron

Intercalar a vida de duas mulheres diferentes em épocas diferentes, mas unidas por duas coisas em comum: o fato de estarem um tanto perdidas em sua vida e a paixão pela culinária. Essa é a proposta de Julie e Julia, novo filme de Nora Ephron. As duas mulheres no caso são a jovem Julie (Amy Adams), vivendo em 2004 trabalhando em um emprego que não a satisfaz pelo fato de ter abandonado o seu sonho de ser escritora e Julia Child (Meryl Streep), uma senhora esposa de um político no fim da década de 40 que procura se encontrar na vida e acaba descobrindo a arte da culinária francesa, tendo a idéia de escrever um livro sobre esta para as americanas como ela. As duas histórias estão ligadas pelo fato de Julie venerar Julia e seu livro e amar todas as suas receitas. Decidida a prepara todos os pratos propostos por Julia (524 ao todo) em seu livro no espaço de um ano e postar comentários em um blog, ela toma isso como projeto pessoal e uma espécie de terapia. O filme intercala as duas trajetórias das mulheres: um querendo se aprofundar na culinária (dominada por homens) e escrever um livro e a outra decidida a se encontrar na vida e escrever, que é o seu sonho profissional. O problema é que falta certa fluidez visual e narrativa. A fotografia deixa a desejar, já que em filmes que tratam de duas ou mais histórias quase sempre se utiliza o recurso visual de diferenciar a fotografia das imagens dos diferentes lugares e tempos, no caso, o que funciona muito bem, mas parece que Ephron se esqueceu deste detalhe. O filme funciona mesmo quando Streep está em cena, encarnando Julia de forma adorável, com seu andar meio desajeitado de uma mulher muito alta e sua voz com entonação bem engraçada e diferente. A personagem Julie também é adorável, mas simplesmente pelo fato de ser interpretada por Amy Adams, adorável por natureza, porque Julie é na verdade imatura e um tanto aborrecida. O longa estabelece conflitos que ficam mal resolvidos, como a perseguição do marido de Julia pelo governo e a briga entre Julie e seu esposo, que sai de casa e depois volta sem muita explicação. Resumindo, Julie e Julia é um filme “gostoso”, digamos assim, que apesar de alguns problemas, vale a pena ser visto.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Contato (Contact)

Contato (Contact) – EUA – 1997 *****

Direção: Robert Zemeckis

Roteiro: James V. Hart e Michael Goldenberg, baseado no livro de Carl Sagan

Dono de uma filmografia muito regular com títulos como Forrest Gump, O Expresso Polar, Uma cilada para Roger Rabbit e A Lenda de Beowulf, Robert Zemeckis já se provou como um dos diretores mais talentosos da atualidade. Contanto a história da astrônoma Ellie (Jodie Foster), que perdeu seus pais na infância e, desde então, mostra interesse na busca de respostas através da ciência e da astronomia, somos apresentados a um filme que vai profundo nas questões filosóficas da existência humana, da ciência e da religião. Baseado no livro de Carl Sagan e sendo bem fiel a este, fazendo alterações sempre para o bem do resultado final, acompanhamos a trajetória de Ellie, que depois de anos a procura de uma mensagem vinda o céu proveniente de vida extraterrestre inteligente, as vésperas de seu programa de pesquisa ser cancelado, recebe, ao que parece, uma mensagem contendo grande quantidade de dados, que tempo depois, se descobre serem o manual para a construção de uma máquina. O fato, é claro, toma proporções mundiais, já que implica tanto questões religiosas quanto científicas, e acaba fugindo do próprio controle da cientista, que conduzia o projeto com objetivos tão pessoais, claramente, mas também científico, agora se vê envolta em uma rede de interesses políticos. O filme tem momentos e diálogos muito inspirados, o que demonstra o talento e a profundidade da obra tanto de Sagan quanto de Zemeckis, como no momento quando Ellie é perguntada em sua entrevista, se por acaso, ela tivesse uma única pergunta a fazer aos outros seres, qual seria. Ela responde que gostaria de saber como eles conseguiram passar pela “adolescência” tecnológica sem se autodestruírem. E é exatamente o que o planeta Terra enfrenta no momento. Crescimento super acelerado da tecnologia e ao mesmo tempo a destruição desenfreada do meio ambiente. Uma pergunta que demonstra o brilhantismo da cientista e, por tabela, de Zemeckis, também. O filme é cheio de questões sérias como a existência de Deus, o objetivos das religiões, o objetivo das ciências e ainda as relações humanas, e o melhor: não as trata aferecendo respostas prontas, mas sim discutindo-as de forma inteligente. Aliás, o contato, ao qual o título se refere, em minha opinião, é muito mais o contato entre os próprios seres humanos, abordados no filme, com suas políticas, relacionamentos familiares, amorosos, religiosos, etc, do que o contato com seres extraterrestres. A direção de Zemckis é, outra vez, brilhante, compondo quadros sempre inventivos, que além de demonstrarem o virtuosismo técnico do diretor, ajudam a contar a história. Como no momento em que a garota Ellie sobe as escadas correndo para pegar o remédio de seu pai e a câmera a acompanha, quando depois percebemos que estávamos olhando para o espelho do armário; ou como no momento em que a pequena Ellie tenta se comunicar com seu pai já morto pelo rádio e a câmera sai, de um plano fechado, para a janela do quarto da menina e mostra a casa numa vista panorâmica; ou ainda no maravilhoso plano-seqüência em que a cientista escuta a mensagem pela primeira vez e a acompanhamos em sua felicidade e pressa para chegar até a base. A trilha sonora é comedida, mas muito segura e bem colocada. Os outros aspectos técnicos do longa são perfeitos, como a direção de arte, fotografia, figurinos e efeitos visuais. Poderíamos ficar falando por horas do trabalho de Zemeckis e não seria suficiente. Talvez fosse melhor se "tivessem mandado um poeta" falar. Ele expressaria melhor do que eu. Mas o melhor é conferir, assistindo a esse jovem clássico do cinema americano.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Quando fala o coração (Spellbound)

Quando fala o coração (Spellbound) – EUA – 1945 *****

Direção: Alfred Hitchock

Roteiro: Ben Hecht, basado no livro de Jonh Palmer e Hilary St. George Sanders

Hitchock, mestre do suspense, cria nesse ótimo Quando fala o coração o primeiro filme americano a abordar a psicanálise. Sempre construindo personagens complexos e se importando com os conflitos mentais de seus personagens em todos os seus filmes, Hitchock neste vai um pouco mais longe em sua ousadia Freudiana. Somo apresentados a Dra. Constance (Ingrid Bergman) que trabalha como psicanalista para um hospital psiquiátrico, quando o local esta prestes a mudar de direção que vai passar de seu diretor de mais de 20 anos para o jovem Dr. Edward (Gregory Peck). Demonstrando simpatia, mas também um estranho e inconstante comportamento, Dr Edward surpreende a todos por se revelar um impostor, sendo outra pessoa que nem ele mesmo sabe. Mas a este ponto, Dra. Constance já se encontra apaixonada por ele e se divide em ajudá-lo com seu transtorno mental e ao mesmo tempo descobrir sua identidade e o mistério no qual está envolvido. Adotando o clima de suspense, mas também de romance, o filme prende o espectador todo o tempo com suas reviravoltas da trama e as descobertas a que os personagens e nós também temos acesso. Bergman e Peck formam um par perfeito, principalmente a primeira, conquistando com sua beleza e demonstrando todo o brilhantismo da jovem e promissora Dra. Constance. Peck também convence como um homem perturbado por um trauma. O destaque para os quadjuvantes fica por conta do ex professor de Constance (Michael Chekhov), em uma performance bastante engraçada e interessante. Destaque para a seqüência do sonho de John, com imagens dos quadros de Salvador Dali. Simplesmente hipnotizante. Com uma trilha sonora vencedora do Oscar, e fotografia e direção de arte perfeitas, o filme é um ótimo entretenimento com ótimo conteúdo.

Porque filmes são divididos em gêneros?

Qualquer pesquisa rápida na Internet sobre gêneros de filme existentes vai te apresentar uma lista como essa ou ainda maior:

Ação
Animação
Aventura
Cinema catástrofe
Comédia
Comédia romântica
Comédia dramática
Comédia de ação
Documentário
Drama
Espionagem
Fantasia
Faroeste (ou Western)
Ficção científica
Guerra
Musical
Filme noir
Policial
Romance
Suspense
Terror (ou Horror)
Trash

Mas porque dividir os filmes em gêneros? Os seres humanos em geral têm a necessidade de sistematizar e dividir em categorias as coisas que o cercam, e não é diferente com o cinema. Eu, particularmente, não gosto de rotular os filmes (assim como os seres humanos, é claro) porque isso reduz todo o seu conteúdo a uma única idéia. Por exemplo: como se classificaria um filme como O resgate do soldado Ryan, de acordo com a nossa listinha acima? Guerra. É o que eu responderia e provavelmente você. Mas vamos pensar nas idéias que o filme traz. Ele é sim um filme de guerra ótimo, que retrata a Segunda Guerra Mundial de forma realista e muito forte. Mas além das cenas de batalha extremamente bem produzidas e dirigidas com genialidade por Spielberg, o filme tem um conteúdo dramático realmente denso e é recheado de personagens conplexos. A começar pelo capitão interpretado por Tom Hanks entre outros. O longa traz momentos dramáticos, como aquele quando uma mãe recebe a notícia de que três de seus filhos tinham sido mortos em combate, ou momentos engraçados de convivência entre os soldados, ou mesmo outros períodos tensos em batalha, e outros belos, quando percebemos a disposicão dos soldados de dar a vida pelos companheiros, etc. Enfim, olhando com mais cuidado um filme que, segundo classificações de locadora, não passaria de um filme de guerra, é um misto de guerra, drama, comédia, documentário, suspense, e por aí vai. Poderíamos continuar essa brincadeira com mais centenas de filmes. Mas é claro: existem filmes medíocres que podem ser definidos com apenas uma palavra. Mas esses, obviamente, não merecem ser vistos. Pra terminar: quando alguém te perguntar que gênero é o filme do qual você está falando, ao invés de responder com uma das palavrinhas da lista acima, gaste mais algumas outras palavrinhas pra descrever um pouco do que se trata a história contada, mas cuidado: Não vá revelar o final!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Amantes (Two lovers)

Amantes (Two lovers) – EUA – 2009 *****

Direção: James Gray

Roteiro: James Gray, Ric Menello

Esse longa é a versão dramática da ótima comédia Três vezes amor, digamos assim. Traz a idéia do amor não como uma coisa dependente da predestinação, mas um sentimento muito mais dependente das circunstâncias em que as pessoas envolvidas se encontram e das necessidades de cada um. O protagonista é Leonard (Joaquin Phoenix), um homes solitário que foi abandonado por sua noiva e que acaba de tentar se suicidar pela segunda vez, mas sem sucesso. Decepcionado consigo mesmo e morando dom os pais, decide mudar sua vida, então se dá a oportunidade de conhecer uma moça que seus pais tanto queriam e também ocasionalmente conhece sua nova vizinha, a bela, inconstante e atraente Michelle (Gwyneth Paltrow). Dividido entre a atenção duas moças, ele se deixa levar por ambas, mas com o passar do tempo tem dificuldades conduzir uma vida dupla, com todos os transtornos práticos e emocionais que isso pode causar, ainda mais num indivíduo conflituoso como ele. Ao tempo que Michelle, sua então amiga, representa aventura, emoção e diversão, Sandra, sua namorada, representa segurança, estabilidade e conforto, visto que além de tudo, o relacionamento com Sandra e o pai da moça ajudaria os negócios de seu pai. Dividido entre esses dois amores, Leonard é obrigado a tomar uma decisão, e o faz, mas nem tudo sai como planejado. Conduzindo a narrativa baseada em detalhes da personalidade e de todos os relacionamentos envolvidos, Gray faz um trabalho maravilhoso e demonstra talento e sensibilidade. Grande parte da qualidade do filme está na performance de Phoenix, ator talentoso, que confere uma personalidade inconstante, sensível e até mesmo infantil para Leonard, conseguindo mostrar com brilhantismo a dificuldade que este possui de enfrentar as situações que a vida o apresenta. Contanto também com um elenco de apoio admirável, o filme transcorre fazendo com que o espectador sinta de fato, os dilemas enfrentados por Leonard e o porquê sua escolha ter se tornado tão difícil. A trilha sonora comedida se encaixa perfeitamente e a fotografia dissaturada e sem cores fortes expressa a falta de alegria vivida pela maioria dos personagens. Um filme memorável e sensível.

O mágico de Oz (The Wizard of Oz)

O mágico de Oz (The Wizard of Oz) – EUA – 1939 *****

Direção: Vitor Fleming, Richard Thorpe, King Vidor

Roteiro: L. Frank Baum, Noel Langley

Alguns filmes considerados clássicos não merecem esse título. Não é o caso deste espetacular O Mágico de Oz. Contando a história de Dorothy, garotinha do interior do Kansas, que se imerge em um sonho/fantasia diante de situações adversas na vida, ela vai parar na terra de Oz. Em seus primeiros minutos nessa terra, ela descobre que a sua casa (na qual ela estava dentro) caiu em cima de um bruxa má e a matou, causando grande alegria aos pequenos moradores daquela região. Ansiosa por voltar pra casa, ele descobre que pode pedir ajuda ao Grande Mágico de Oz. Tudo que ela tem que fazer é seguir pelo caminho dos tijolos amarelos para encontrá-lo. Nesse cominho ela acaba conhecendo três novos amigos que também precisavam da ajuda do mágico. Um homem de lata sem coração, um espantalho sem cérebro e um leão sem coragem. Com essa premissa fantasiosa, Vitor Fleming conta a história com genialidade e elegância, conseguindo conferir o tom de fantasia necessário e ao mesmo tempo, realismo e humanidade para os seus personagens. Quando por fim somos apresentados a todo o propósito da jornada de Dorothy, entendemos e nos identificamos com a história, que fala de coisas tão simples, mas verdades tão importantes. A trilha sonora é cativante, sendo este um item muito importante, já que se trata de um musical, e as performances de todo o elenco são exatamente aquilo que deveriam ser: engraçadas e encantadoras. É um filme para todas as idades por ser divertido e profundo ao mesmo tempo.

Sherlock Holmes (Idem)

Sherlock Holmes (Idem) - EUA/Austrália/Reino Unido – 2010 ****

Direção: Guy Ritchie

Roteiro: Michael R. Johnson, Anthony Peckham, Simon Kingerg, Lionel Wigram, Michael Robert Johnson (baseado nos personagens de Sir. Arthur Conan Doyle)

Nem só de adaptações o cinema é feito, é verdade. Mas a grande maioria das produções é baseada em material pré-existente (cerca de 80%). Isso se deve ao fato da insegurança dos estúdios em lançaram uma nova marca, algo completamente desconhecido do público. Os números mostram: histórias conhecidas vendem mais. É o que acontece com esse mais novo Sherlock Holmes, filme que conta um dos casos do investigador mais famoso de todos os tempos, criado por Sir Arthur Conan Doyle. O filme não se baseia em nenhum dos livros de Doyle, apenas empresta seus personagens e seu tom de narrativa investigativa. A história até que é bem simples, mas os roteiristas se esforçam em complicá-la para parecer mais elaborada, o que não é um defeito em si, já que histórias tão complicadas requerem mais energia para serem compreendidas e assim sobra menos tempo para o diretor desenvolver os personagens, que nesse caso, é o mais interessante. O longa gira em torno de Holmes (Robert Downey Jr.) e seu inseparável amigo e parceiro de investigações Watson (Jude Law) na busca pela resposta de um mistério aparentemente insolúvel. A química entre os atores é ótima, encarnando muito bem o velho clichê de dois homens que brigam e se desentendem o tempo todo, mas que se gostam profundamente. O filme é o que podemos chamar de buddy movie. Isso fica muito claro na cena em que Holmes revela para Watson que está feliz por este estar vivo, ao que o outro responde com uma constrangida coçada de garganta. Hilário. Mas vamos à direção de Ritchie. Ele poderia se ater a criar uma narrativa contida e mais britânica, digamos assim, mas não. Ele cria um filme de ação frenética com super slow motions (como em Watchmen e 300) e seqüências de tirar o fôlego, como dizem por aí. Isso não deixa de ser uma escolha interessante e funciona muito bem. A personagem de Rachel Mc Adams é que fica um pouco em segundo plano, como o interesse amoroso de Holmes. Ficamos curiosos pra saber um pouco mais sobre o passado deles e o presente também. A direção de arte é ótima, recriando Londres Vitoriana perfeitamente e a trilha sonora é bastante não convencional, mas eficaz também. Enfim, até que a repaginada no velho Sherlock Holmes não fez tão mal assim.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A partida (Okuribito/Departures)

A partida (Okuribito/Departures) – Japão – 2008 *****

Direção: Yojiro Takita

Roteiro: Kundo Koyama

A morte é um dos assuntos mais difíceis e delicados de serem tratados em qualquer sociedade. E a idéia de um filme que trate deste assunto também pode não ser agradável pra muita gente. Isso nos leva a este excelente A Partida. O filme conta a trajetória de Daigo, um jovem que tem o sonho de tocar violoncelo profissionalmente, mas que vê esse sonho se dissolver quando a orquestra em que trabalha se desfaz. Desesperado pela falta de dinheiro (precisa pagar o seu cello caríssimo) ele resolve achar um novo emprego. Surpreso por encontrar-lo um tanto rápido demais, se atrai pelo salário, mas ainda sem saber o que fará exatamente no trabalho. Ao descobrir que irá ajudar o dono da pequena empresa a preparar defuntos para o sepultamento/cremação fica chocado e pensa em desistir do trabalho, mas por fim acaba aceitando. Aí então acompanhamos a trajetória do rapaz e seu processo de descobrimento do que morte significa e de si mesmo. O longa é muito sensível em demonstrar como o protagonista enfrenta o preconceito das pessoas por seu trabalho incomum (até mesmo de sua esposa), os seus fantasmas do passado devido a ausência de um pai presente, e como ele descobre um sentido na sua vida justamente através da morte. O diretor Takita explora muito bem a linguagem cinematográfica ao ilustrar a diferença com que Daigo enfrenta a morte ao longo do filme: no início, com terror diante da morte de um polvo que supostamente serviria para seu jantar ou mesmo curiosidade quando observa salmões subindo a correnteza do rio para se reproduzirem e depois morrerem, momento no qual um personagem diz: “Talvez eles estejam só querendo voltar para o lugar de onde vieram”. Essa frase já resume a grande profundidade que essa obra possui. E por fim, com serenidade diante da morte de um ente querido. Destaque para o momento em que Daigo encontra o seu cello que tocava quando criança, começa a tocar e várias memórias vêm à sua mente. Um dos momentos mais tocantes do filme. Destaque também para a trilha sonora incidental, que não é nada menos do que maravilhosa. Este é, ao lado de A Fonte da Vida, um filme obrigatório por tratar do tema morte com sensibilidade e obrigatório simplesmemte por ser fantástico.

Explicação para o fenômeno "Crepúsculo"

Texto postado por Elisabete com reflexões sobre a revolta das fãs à crítica de "Lua Nova", seqüência de "Crepúsculo". Infelizmente não tenho mais o link.

"O filme é ruim? É. Eu não vi, mas imagino que seja, por tudo que li até agora, por nota no IMDB, e por sexto sentido. Os livros da Meyer também são, mas claro que isso não impede de vender muito. Muitas coisas ruins vendem muito, até porque somos vítima da mídia de massa, e nossa sociedade está cheia de gente sem senso crítico; o produto ruim vende porque quem compra o quer assim, e por isso ele existe.

O que me espantou na verdade foi a histeria coletiva das meninas e o tom colérico e as mensagens de ódio com relação à crítica (ruim do filme). Só que depois de um tempo eu parei pra pensar. Acho que ninguém está parando para entender o porquê do fenômeno, e lendo algumas das mensagens das meninas nos fóruns, eu acabei fazendo a seguinte análise.

Crepúsculo é um romance, e realmente um tipo de Romeu e Julieta. É um romance emo (e emo remete literalmente à emoção), e emoção, nós sabemos, não é um sentimento bem trabalhado por ninguém hoje em dia. Essas meninas cresceram vendo bunda na TV, vendo uma hiperexploração do sexo até mesmo em idades inadequadas, e estiveram expostas precocemente ao cinismo de uma sociedade cada vez mais permissiva nos costumes ao mesmo tempo em que valoriza cada vez menos os sentimentos e sua expressão. O "movimento" emo não surgiu à toa. É preciso refletir sobre os porquês disso tudo.

Tenho 31 anos, sou médica, e adoro ler. Lembro que na minha época de adolescente esse tipo de histeria coletiva só acontecia em shows de mega ídolos, Madonna, Michael Jackson, gente desmaiando. O fato de a série crepúsculo conseguir gerar esse tipo de reação por si só já chama a atenção para o porquê disso ocorrer. Como disse uma das fãs no fórum já citado aqui, os livros fizeram com que ela acreditasse novamente no amor. Será que isso basta para justificar todo esse movimento? Fico pensando, talvez. Porque ao mesmo tempo em que nossas adolescentes são bombardeadas precocemente com repressão emocional, cinismo e bundas, é cobrado socialmente que elas acreditem no amor, na pureza, que só façam sexo com alguém que elas gostem. É cobrado que se casem e tenham uma relação até que a morte os separe. São chamadas de vagabundas se não seguem determinados padrões hipócritas. Deve ser um mundo difícil de viver. Ainda mais quando se tem 12, 15 anos, e não se entende nada da vida.

Além disso, o que as meninas têm feito é um típico movimento de rebanho. É irracional, coisa de matilha, e vemos esse mesmo movimento nos estádios de futebol, só que os gritos dos homens não são tão agudos. Tem gente que literalmente mata e morre por um time, e não existe argumento que mude isso. É irracional, é catarse, e eu enxergo como o mesmo movimento que está acontecendo ao redor da série Crepúsculo.

Não adianta argumentar; as fãs não têm a maturidade exigida para entender a crítica do Pablo (Vilaça), como ainda não têm a educação necessária nem para escrever corretamente, nem raciocinar logicamente ou argumentar corretamente. Lembrem que estamos num momento em que não se valoriza livros nem leitura, as pessoas escrevem cada vez menos, de forma cada vez mais abreviada, e há correntes que pensam que o próprio raciocínio humano ficará assim, cada vez mais telegráfico, conseqüência dos novos meios de comunicação.


A histeria de Crepúsculo me lembra muito a histeria dos alunos da Uniban, guardadas as devidas proporções, e penso que deve ser visto como um fenômeno digno de análise e não apenas de revolta crua e sem repercussão. Não consigo ver as meninas como vilãs ou criminosas. Apenas como vítimas de uma conjuntura ampla.”

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Fabuloso destino de Amelie Poulain (Le Fabuleux destin d`Amélie Poulain)

O Fabuloso destino de Amelie Poulain (Le Fabuleux destin d`Amélie Poulain) - França - 2001 *****

Direção: Jean-Pierre Jeunet

Roteiro: Jean-Pierre Jeunet,Michael Moore

Um misto de fantasia e realidade. Essa frase pode definir um pouco esse maravilhoso O Fabuloso destino de Amelie Poulain. Acompanhando a história da jovem e introvertida Amelie, o longa conta como a moça tem a sua vida transformada depois de encontrar uma caixa com objetos de dono desconhecido. Determinada a achar o dono da tal caixa, ela o encontra e a devolve. Causando extrema felicidade ao sujeito e a si mesma por ter ajudado outro ser humano, Amelie decide ajudar a todos que pode, e nem sempre da forma mais convencional. Assim, acompanhamos a jornada da moça com essa nova meta na vida e ainda a sua procura pelo que ela julga ser seu amor verdadeiro. Com essa premissa, qualquer um pode se enganar achando que esse é um filme trivial. Errado. A história é contada com tanta elegância por Jeunet que é difícil não se apaixonar pela protagonista ou pelos outros muitos personagens interessantes da história, como os funcionários do café onde Amelie trabalha, seu pai, seu vizinho excêntrico, etc. Com uma fotografia maravilhosa e um estilo de direção primoroso com movimentos de câmera e enquadramentos originais, é muito fácil se prender à narrativa e se importar com os personagens. É interessante também como o diretor consegue apresentar os personagens com pequenos e sutis detalhes que fazem com que cada um tenha sua personalidade bem distinta um dos outros. Os pontos altos do filme são quando temos acesso à mente de Amelie e seus devaneios. Fica até difícil separa a realidade da imaginação. Destaque também para a trilha sonora ao piano, sempre muito bem colocada e expressiva.

Porque assistir filmes no cinema?

O cinema, com seus mais de 100 anos de existência, passou por várias crises, seja por causa do advento da Televisão, que levou as pessoas e irem menos ao cinema, ou por crises econômicas. Mas uma coisa é certa: o cinema americano nunca deixou de arrecadar milhões por ano, apresar das crises, e, por mais na fossa que estivessem, eles nunca deixaram de investir e produzir seus filmes. A atual crise é devido à pirataria e a downloads na internet. As locadoras têm visto o seu movimento cair devido aos downloads e venda de cópias falsas em qualquer barraca, em qualquer esquina da cidade. Não é difícil encontrar pessoas dizendo que preferem assistir às péssimas cópias de filmes gravadas no cinema a ir em um e pagar o valor do ingresso. Confesso que já fiz muitos downloads de filmes, mas agora mudei de idéia. :P Primeiro, porque é ilegal, e segundo, porque a qualidade de um filme baixado na net é milhões de vezes inferior a um DVD original ou a um moderno BlueRay. Só recorro à internet quando procuro filmes antigos que não acho em nenhuma locadora. Acho que nesse caso tenho até um desconto, né? Mas porque dar preferência a ver um filme no cinema, até mesmo em detrimento do DVD ou BlueRay? São inúmeras as vantagens.

No cine:
- tela grande (gigante, na verdade). As cenas causam mais impacto visual.
- alta resolução da imagem, só conseguida com a película de filme projetada na tela.
- sala escura, sem distrações e sem possibilidade de pausar o filme e perder o clima criado ao longo da projeção.
- projeção vinda de trás do expectador, o que gera maior vulnerabilidade ao que está ocorrendo na tela.
- som vindo de todas as direções.

Em casa:
- tela pequena (por maior que seja, é pequena comparada à do cinema)
- distrações causadas pela vida no lar (visitantes inesperados, telefone tocando, etc)
- projeção vinda da frente, ocasionando a perda da vulnerabilidade (propiciada pela sala de projeção).
- por melhor que seja o sistema de som, nunca será o mesmo de uma sala de cinema.

Muitos podem falar que é muito mais confortável assistir a um filme em casa deitado em seu sofá. De fato é, como mostram as vendas de Home videos das distribuidoras, somando uma fatia considerável do mercado cinematográfico. O problema é que quando um diretor está pensando num enquadramento e movimento de câmera sofisticado (que dificilmente existe em programas de TV) ou quando um roteirista está finalizando a sua história, ou mesmo quando um compositor está compondo sua música incidental, eles não estão pensando em uma tela de 29 polegadas com som mono. Eles pensam no impacto que esses elementos irão causar em uma tela de 15m de largura com som digital vindo de todas as direções a uma pessoinha assistindo e escutando a tudo isso numa sala escura. Por isso, muitas vezes os filmes que vemos em casa se confundem, enquanto os que vemos no cinema deixam impressões mais fortes e causam mais impacto.

É claro que a grande maioria dos filmes vistos por nós é em casa, porque nem sempre temos o tempo, a disposição ou o dinheiro para ver todos os nossos longas no cinema. Mas a matemática é simples: se você paga R$ 4,00 para alugar um filme que é um lançamento, você pode pagar R$5,00 ou R$6,00 (se você é estudante) para ir ao cinema com todas as inúmeras vantagens listadas acima. Isso sem falar no advento atual do cinema 3D, que claro, só é possível em salas de projeção.

Portanto, não deixe de ir ao cinema. Não existe experiência igual. Esse é o conselho de uma pessoa que tenta ir pelo menos uma vez por semana, quando posso. Cinema é arte, e como todas as outras artes, serve para entreter, mas acima de tudo, pra transmitir conhecimento, idéias, emoções, conceitos e pra fazer você PENSAR quando sai da sala de projeção ou aperta o stop do controle remoto.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Frases famosas do cinema

Essa sessão é dedicada às frases famosas do cinema. Coloquei as que eu mais gosto dos meus filmes preferidos (é claro), mas espero que vocês coloquem também alguma que eu tenha esquecido ou que vocês gostem, ou também de algum filme recente... Ou seja! O jogo não tem regras. (:P)

  1. Francamente, querida, eu não dou a mínima. (...E o Vento Levou)
  2. Eu vou lhe fazer uma proposta que ele não pode recusar. (O Poderoso Chefão)
  3. Toto, eu tenho a sensação de que não estamos mais no Kansas. (O Mágico de Oz)
  4. Que a Força esteja com você. (Guerra nas estrelas)
  5. ET. Telefone. Minha casa. (ET)
  6. Rosebud. (Cidadão Kane)
  7. Loius, eu acho que este é o começo de uma bela amizade. (Casablanca)
  8. Não há lugar como a nossa casa. (O Mágico de Oz)
  9. Afinal de contas, amanhã é um outro dia! (... E o Vento Levou)
  10. Reúna os suspeitos de sempre. (Casablanca)
  11. Você vai precisar de um barco maior. (Tubarão)
  12. Mantenha seus amigos por perto, mas seus inimigos mais perto ainda. (O Poderoso Chefão II)
  13. Deixa pra lá, Jake, é Chinatown. (Chinatown)
  14. Eu sempre dependi da bondade de estranhos. (Uma Rua Chamada Pecado)
  15. Hasta la vista, baby. (O Exterminador do Futuro 2)
  16. Meu precioso! (O Senhor dos Anéis)
  17. Eu sou o rei do mundo! (Titanic)

A verdade nua e crua (The ugly thuth)


A verdade nua e crua (The ugly truth) - EUA - 2009 ****

Direção: Robert Luketic

Roteiro: Nicole Eastman, Karen McCullah Lutz, Kirsten Smith

De comédias românticas o mundo está cheio. Sempre quando vou assistir a um filme com esse rótulo, a minha esperança é um diretor/roteirista que tenha o talento e a ousadia de reinventar o gênero, com nos bons exemplos O diário de Bridget Jones, Quatro casamentos e um funeral e O casamento do meu melhor amigo só pra citar alguns, já que o mercado está tão saturado de besteiras comerciais do tipo. Não é e é o que acontece com esse divertido A verdade nua e crua. O roteiro traz a proposta de fazer um filme sobre as diferenças entre homens e mulheres, tema mais do que explorado (Sr. e Sra. Smith, só pra citar um). Uma produtora de TV sensível, bem sucedida e solteira há algum tempo se vê obrigada a trabalhar com um sujeito grosseirão que tem a ousadia de dizer como os homens são na verdade e o que eles pensam a respeito das mulheres. O conflito está formado e todos podem imaginar como termina. Mas o que faz diferença é como o filme chega lá, e nisso podemos dizer que esse longa é bem sucedido. Os diálogos são afiados e divertidos, mas acima de tudo, quem sustenta a produção é o casal de protagonistas (Heigl e Butler) com carisma e ótimo timing cômico. Um dos problemas do roteiro é exatamente a forma que trata os homens e mulheres de forma redutiva, como se o comportamento desses estivesse restrito aos clichês e não pudesse ter variações e contradições. Então, se você está em uma tarde de sábado em casa sem nada pra fazer e tá com vontade de ver um filme divertido sem compromisso, pode assistir A verdade nua e crua. Não vai doer.

Lista completa de filmes vistos em 2009

Pessoal, vou publicar a minha primeira lista completa de filmes assistidos ao longo do ano. Espero que a lista funcione com um tipo de guia de locação de dvds. A classificação de estrelas vista na frente de cada filme é muito comum em qualquer literatura sobre cinema e eu pensei que seria bom adotar aqui. Dê preferência aos filmes de 3, 4 ou 5 estrelas.

* = péssimo
** = ruim
*** = razoável
**** = bom
***** = excelente


1. 1408 (1408 – 2007) ***
2. 17 outra vez (17 again – 2009) **
3. 2001 Uma Odisséia no Espaço (2001 A Space Odyssey – 1968) ****
4. 2012 (Idem – 2009) ***
5. 4 meses 3 semans 2 dias (4 months 3 weeks 2 days – 2008) ****
6. A armadilha (Entrapment – 1999) *****
7. A Bela e a fera (Beauty and the Beast – 1991) *****
8. A casa monstro (Monster House – 2006) *****
9. A Conquista da Honra (Flags of our fathers – 2006) *****
10. A Cor Púrpura (The Colour Purple – 1988) *****
11. A Duquesa (The Duchess – 2008) *****
12. A Era do gelo 3 (Ice Age 3 – 2009) *****
13. A fonte da vida (The fountain – 2006) *****
14. A Identidade Bourne (The Bourne Identity – 2002) *****
15. A Lista (Deception – 2008) **
16. A Malvada (All About Eve – 1950) *****
17. A Outra (The Other Boleyn Girl – 2008) ****
18. A Proposta (The proposal – 2009) ****
19. A Prova (The proof – 2005) *****
20. A Supremacia Bourne (The Bourne Supremacy – 2004) ****
21. A Troca (Changeling – 2008) *****
22. A última cartada (Smokin’aces – 2006) ****
23. A verdade nua e crua (The ugly thuth – 2009) ****
24. Aconteceu naquela noite (It happened one night – 1934) *****
25. Across the Universe (Idem – 2007) *****
26. Adorável Pecadora (Let’s make Love – 1960) *****
27. Agente 86 (Get Smart – 2008) ****
28. Alguém tem que ceder (Something’s got give – 2003) ****
29. Alta fidelidade (High fidelity – 2000) *****
30. Amadeus (Idem – 1994) *****
31. Amigos, amigos, mulheres a parte (My Best friend’s girl – 2008) ***
32. Amistad (Idem – 1997) ****
33. Amnésia (Memento – 2001) *****
34. Amor e Inocência (Becoming Jane – 2008) *****
35. Amor, Sublime amor (West Side history – 1961) *****
36. Anjos e Demônios (Angels and Demons – 2009) ****
37. Anna e o Rei (Anna and the King – 1999) *****
38. Antes que o diabo saiba que você está morto (Before the devil knows that you’re dead – 2008) *****
39. Ao entardecer (Evening – 2007) *****
40. Apenas amigos (Just friends – 2005) ***
41. Apenas Uma vez (Once – 2008) *****
42. Apocalipse Now (Idem – 1979) ****
43. Appaloosa (Idem – 2008) ****
44. As crônicas de Spiderwick (The Spiderwich chronics – 2008) *****
45. As duas faces da lei (Righteous kill – 2008) ***
46. As loucas aventuras de Jamie West (Wild wild West – 2001) **
47. As pontes de Madison (The Bridges of Madison Couty – 1990) *****
48. Assassinato em Gosford Park (Gosford Park – 2001) *****
49. Atividade paranormal (Paranormal activity – 2009) ****
50. Austrália (Australia – 2008) ****
51. Avatar (Idem – 2009) *****
52. Babel (Idem – 2006) *****
53. Balto (Balto – 1995) *****
54. Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards – 2009) ****
55. Be Cool – O outro nome do jogo (Be cool – 2004) *****
56. Beijos e Tiros (Kiss Kiss bang bang – 2005) ****
57. Beleza Americana (American Beauty – 1999) *****
58. Ben Hur (Idem – 1959) *****
59. Blade Runner (Idem – 1982) *****
60. Boa noite e Boa sorte (Good night good luck – 2005) *****
61. Bonequinha de luxo (Breackfast at Tiffani’s – 1961) *****
62. Borat (Idem – 2006) *****
63. Brigada 49 (Ladder 49 – 2004) ***
64. Bruno (Idem – 2009) ***
65. Cabo do medo (Cape Fear – 1991) ****
66. Cadillac Records (Idem – 2008) ***
67. Cães de aluguel (Reservoir dogs – 1992) *****
68. Camisa de força (The jacket – 2007) *****
69. Capote (Idem – 2005) *****
70. Cassino (Idem – 1995) *****
71. Celebridades (Celebrity – 1998) ****
72. Che, o Argentino (Che, the argentine – 2008) *****
73. Chinatown (Idem – 1974) *****
74. Cidadão Kane (Citizen Kane – 1941) *****
75. Cidade de Deus (Idem – 2002) *****
76. Cinema paradiso (Idem – 1988) *****
77. Cinzas do passado (Ashes of Time – 2008) ****
78. Círculo de fogo (Enemy at the Gates – 2001) ***
79. Cleópatra (Idem – 1963) *
80. Código de conduta (2009) ****
81. Como roubar um milhão de dólares (How to steal a million – 1966) *****
82. Conduta de Risco (Michael Claine – 2006) *****
83. Contato (Contact – 1997) *****
84. Contatos imediatos do terceiro grau (Close contacts of the third kind – 1977) *****
85. Controle absoluto (Eagle eye – 2008) ****
86. Coração de Tinta (Inkheart – 2008) ***
87. Coraline e o mundo secreto (Coraline – 2008) *****
88. Cowboys do espaço (Space Cowboys – 2000) *****
89. Crash – No limite (Crash – 2005) *****
90. Crepúsculo (Twilight – 2008) **
91. Dança com lobos (Dances with wolves – 1990) *****
92. Dança comigo (Shall we dance – 2004) ****
93. Dançando no escuro (Dancer in the dark – 2000) *****
94. De olhos bem fechados (Eyes wide shut – 1999) ****
95. De volta para o Futuro I (Back to the future – 1985) *****
96. De volta para o Futuro II (Back to the future II – 1989) *****
97. Desconstruindo Harry (Desconstructing Harry – 1997) *****
98. Desejo e reparação (Atonement – 2007) *****
99. Dia de treinamento (Training Day – 2001) ****
100. Diário de uma paixão (The Notebook – 2004) ***
101. Dick Tracy (Idem – 1990) ****
102. Distrito 9 (District 9 – 2009) *****
103. Divã (Idem – 2009) **
104. Dogville (Idem – 2003) *****
105. Doutor Zivago (Doctor Zhivago – 1964) ****
106. Doutos Zivago (Idem - 2002) *****
107. Duplicidade (Duplicity – 2009) ***
108. Duro de Matar 4 (Die Hard 4.0 – 2007) ****
109. Dúvida (Doubt – 2008) *****
110. E o vento levou (Gone with the Wind – 1939) *****
111. Ela dança, eu danço (Step up – 2006) ***
112. Ela é o cara (She’s the man – 2006) ***
113. Ele não está tão a fim de você (He is just not that into you – 2009) **
114. Emma (Idem – 1996) *****
115. Encontro às cegas (Blind dating – 2006) ***
116. Ensaio sobre a Cegueira (Blindness – 2008) *****
117. Estrada para perdição (Road to perdition – 2002) *****
118. Eu te amo, cara (I Love you, man – 2009) *****
119. Eu, meu irmão e nossa namorada (Dan in real life – 2007) ****
120. Eu, robô (I, robot – 2004) ****
121. Fama (Fame – 2009) ****
122. Fargo (Idem – 1996) *****
123. Filhos da esperança (Children of men – 2006) *****
124. Flashdance (Idem – 1983) ***
125. FlyBoys (Idem – 2006) ****
126. Fogo contra fogo (Heat – 1995) *****
127. Foi apenas um sonho (Revolutionary Road – 2008) ****
128. Força Policial (Pride and Glory – 2009) ****
129. Frankestein de Mary Shaley (Frankestein – 1994) *****
130. Frida (Idem – 2003) ****
131. Frost / Nixon (Frost / Nixon – 2008) *****
132. G.I. Joe – A origem de cobra (G.I. Joe – The rise of cobra – 2009) **
133. Garota, interrompida (Girl, interrupted – 1999) ****
134. Garotos de Programa (My Own private Idaho – 1991) *****
135. Guerra ao terror (The hurt locker – 2009) *****
136. Hancock (Idem – 2008) ***
137. Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007) *****
138. Harry Potter e o Príncipe mestiço (2009) *****
139. HellBoy II – O Exército dourado (Hellboy II – The Golden Army – 2008) ****
140. Henrique V (Henry V – 1989) *****
141. Herói (Hero – 2002) *****
142. High School Musical 3 – Senior Year (Idem – 2008) ****
143. Império do Sol (Empire of the Sun – 1987) ****
144. Inimigos Públicos (Public Enemies – 2009) *****
145. Intriga Internacional (North by Northwest – 1959) *****
146. Jogos do Poder (Charlie Wilson’s war – 2007) *****
147. Jurassic Park (Idem – 1993) *****
148. Kramer Vs Kramer (Idem – 1979) *****
149. Laranja Mecânica (A Clockwork Orange – 1971) *****
150. Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia – 1962) *****
151. Linha do tempo (Timeline – 2004) ****
152. Loucuras de verão (American Graffiti – 1973) *****
153. Luzes da Cidade (City Lights – 1931) *****
154. Má educação (La mala educación – 2004) *****
155. Madagascar 2 (Magagascar – Scape 2 Africa – 2008) ****
156. Magnólia (Magnolia – 1999) *****
157. Maldita sorte (Good luck Chuck – 2007) *
158. Marley e eu (Marley & me – 2009) *****
159. Match Point (Match Point – 2005) *****
160. Matrix (The Matrix – 1999) *****
161. Matrix Reloaded (Matrix Reloaded – 2003) *****
162. Matrix Revolutions (The Matrix Revolutions – 2003) ****
163. Medo e delírio (Fear and Loathing in Las Vegas – 1998) ****
164. Melhor é impossível (As good as it gets – 1997) *****
165. Mestre dos Mares (Master and Commander – 2003) ****
166. Milk – A voz da verdade (Milk – 2008) *****
167. Minha Bela Dama (My fair lady – 1964) ***
168. Missão Babilônia (Babylon AD – 2008) **
169. Modelos nada corretos (Role Models – 2008) *****
170. Monstros VS alienígenas (Monster VS Aliens – 2009) ****
171. Moulin Rouge (Idem – 2002) *****
172. Mundo proibido (Cool world – 1992) *
173. Munique (Munich – 2005) *****
174. Na mira do chefe (In Bruges – 2008) *****
175. Nanny McPhee – A babá encantada (Nanny McPhee – 2005) *****
176. New York, New York (Idem – 1977) ****
177. No rastro da bala (Running scared – 2006) ****
178. Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe – 2008) ****
179. Noiva cadáver (Corpse Bride – 2005) *****
180. Noivas em Guerra (Bride Wars – 2009) **
181. Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall – 1977) *****
182. Novidades no amor (The Rebound – 2009) ****
183. Nunca diga nunca (Never say Never – 2009) ****
184. O Amor custa Caro (Intolerable Cruelty – 2003) *****
185. O Casamento de Rachel (Rachel Getting married – 2008) *****
186. O Clã das adagas voadoras (House of flying daggers – 2004) *****
187. O curioso caso de Benjamin Button (The Curious case of Benjamin Button – 2008) *****
188. O Desinformante (The informant – 2009) *****
189. O dia em que a terra parou (The Day the earth stood still – 2008) ***
190. O enigma da pirâmide (Young Sherlock Holmes – 1985) ****
191. O Escafandro e a borboleta (Le Escaphandre et le Papillon – 2006) *****
192. O estranho mundo de Jack (The nightmare before Christmas – 1993) *****
193. O Exterminador do Futuro 4: A Salvação (Terminator: Salvation – 2009) ****
194. O franco atirador (The deer hunter – 1978) *****
195. O Gângster (American Gangster – 2007) *****
196. O Grande truque (The Prestige – 2006) *****
197. O iluminado (The Shining – 1980) *****
198. O Informante (The insider – 1999) *****
199. O inquilino (The lodger – 2009) ****
200. O Labirinto do Fauno (El labirinto del Fauno – 2006) *****
201. O Leitor (The Reader – 2008) *****
202. O Lutador (The Wrestler – 2008) *****
203. O Mágico de Oz (The Wizard of Oz – 1939) *****
204. O melhor jogo da história (The greatest game ever played – 2005) ***
205. O menino do pijama listrado (The boy in the striped pajamas – 2008) ****
206. O Nevoeiro (The mist – 2007) ****
207. O Pecado mora ao lado (The seven year itch – 1955) ****
208. O Picolino (Top Hat – 1935) *****
209. O Poderoso Chefão Parte I (The Godfather – 1972) *****
210. O Poderoso Chefão Parte II (The Godfather part II – 1974) *****
211. O Poderoso Chefão Parte III (The Godfather part III – 1990) *****
212. O Preço da coragem (A mighty heart – 2007) *****
213. O Procurado (Wanted – 2008) *****
214. O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan – 1998) *****
215. O segredo do abismo (The Abyss – 1989) *****
216. O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (The Lord of the rings – The Fellowship of the ring – 2001) ****
217. O Senhor dos Anéis – As duas torres (The Lord of the rings – The two towers – 2002) *****
218. O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (The Lord of the Rings – The return of the King – 2003) *****
219. O Show de Truman (The Truman show – 1998) ****
220. O show deve continuar (All that Jazz – 1979) *****
221. O silêncio dos inocentes (The silent of the lambs – 1996) *****
222. O sol é para todos (To kill a mockingbird – 1962) *****
223. O Solista (The Soloist – 2009) *****
224. O Talentoso Ripley (The talented Mr. Ripley – 1999) *****
225. O Tigre e o Dragão (Crouching Tiger Hidden Dragon – 2000) *****
226. O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimate – 2007) ****
227. Oklahoma! (Idem – 1955) ****
228. Operação Valquíria (Valkyrie – 2009) ****
229. Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice – 2005) *****
230. Os bons companheiros (Goodfellas – 1990) *****
231. Os brutos também amam (Shane – 1953) *****
232. Os caça Fantasmas (Gosht Busters – 1984) *****
233. Os dez mandamentos (The tem Commandements – 1956) *****
234. Os fantasmas de Srooge (A Christmas Carol – 2009) ****
235. Os Goonies (The Goonies – 1985) *****
236. Os Homens preferem as loiras (Gentlemens prefer blondes – 1953) *****
237. Os Indomáveis (3:10 to Yuma – 2007) *****
238. Os melhores anos das nossas vidas (The Best years of our lives – 1946) *****
239. Os Normais 2 (Idem – 2009) **
240. Os produtores (The Producers – 2005) ***
241. Os queridinhos da América (America’s Sweethearts – 2001) *****
242. OuTLander (Idem – 2008) ***
243. Palácio das ilusões (Mensfield Park – 2007) ****
244. Passageiros (Passengers – 2008) **
245. Pergunte ao pó (Ask the dust – 2006) *****
246. Perigo em Bangkok (Bankok dangerous – 2008) **
247. Persuasão (Persuasion – 2007) *****
248. Philadelphia (Filadélfia – 1993) *****
249. Piaf – Um hino ao amor (La Môme – 2007) ****
250. Planeta 51 (Planet 51 – 2009) *****
251. Ponto de Vista (Vantage Point – 2008) ***
252. Por amor (Personal Effects – 2008) ****
253. Presságio (Knowing – 2009) *****
254. Psicopata Americano (American Psycho – 2000) *****
255. Psicose (Psycho – 1960) *****
256. Pulp Fiction (Idem – 1994) *****
257. Quanto mais quente melhor (Some like it hot – 1953) *****
258. Quantum of Solace (Idem – 2008) ***
259. Quatro casamentos e um funeral (Four weddings and a funeral – 1994) *****
260. Quebrando as regras (Never Back Down – 2008) *
261. Queime depois de ler (Burn after reading – 2008) *****
262. Quem quer ser um milionário? (Slumdog Milionaire – 2008) *****
263. Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility – 1995) *****
264. Recém chegada (New in Town – 2009) ****
265. Rede de mentiras (Body of lies – 2008) ****
266. Regras da vida (The cider house rules – 1999) *****
267. Reino de fogo (Reign of fire – 2002) ***
268. Retratos de família (Junebug – 2005) *****
269. Rio Congelado (Frozen River – 2008) ****
270. Rockstar (Rockstar – 2001) *****
271. Romeu + Julieta (Romeo + Juliet – 1996) *****
272. Rua 42 (42nd Street – 1933) *****
273. Sabrina (Idem – 1954) *****
274. Santos e demônios (A guide to recognizing your saints – 2006) ****
275. Se beber não case (The hangover – 2009) *****
276. Se eu fosse você 2 (2009) ****
277. Segurando as pontas (Pineaple Express – 2008) ****
278. Senhores do crime (Estern Promisses – 2007) *****
279. Sequestro no metrô (The Taking of Pelham 1 2 3 – 2009) ****
280. Sete noivas para sete irmãos (Seven brides for seven brothers – 1954) ****
281. Shelter (Idem – 2007) ***
282. Sim, Senhor (Yes, man – 2009) ****
283. Sin City (Idem – 2005) *****
284. Sinbad e a lenda dos sete mares (Sinbad legend of the seven seas – 2003) ***
285. Sindicato dos Ladrões (On the waterfront – 1954) *****
286. Sinédoque, Nova York (Synedoche, New York – 2008) *****
287. Sinfonia em Paris (An american in Paris – 1951) ****
288. Sobre meninos e lobos (Mystic River – 2003) *****
289. Sorte no amor (Just my luck – 2006) ***
290. Speed Racer (Idem – 2008) ****
291. Spirit – O filme (Spirit – 2009) **
292. Star Trek (Idem – 2009) *****
293. Star Wars Episódio III – A Vingança dos Sith (Star Wars Episode III – Revange of the Sith – 2005) *****
294. Stop-loss (Stop-loss – A lei da Guerra – 2008) ****
295. Syriana (Idem – 2005) ****
296. Ta dando onda (Surf’s up – 2007) *****
297. Taxi Driver (Idem – 1976) *****
298. Te amarei pra sempre (Time traveler’s wife – 2009) ****
299. Terapia do amor (Prime – 2005) **
300. Território restrito (Crossing over – 2009) ****
301. Terror na Antártida (Whiteout – 2009) ***
302. The Cooler – Quebrando a banca (The Cooler – 2003) ****
303. This is it (Idem – 2009) ***
304. Titanic (Idem – 1998) *****
305. Todos os homens do presidente (All the prsident’s men – 1976) *****
306. Touro indomável (Raging Bull – 1980) *****
307. Toy Story (Idem – 1995) *****
308. Toy Story 2 (Idem – 1999) *****
309. Traffic (Idem – 2000) *****
310. Trama Internacional (The international – 2009) ****
311. Três vezes amor (Definitly maybe – 2008) ****
312. Trovão tropical (Tropical Thunder – 2008) ***
313. True Lies (Idem – 1994) *****
314. Tudo pode dar certo (Whatever works – 2009) *****
315. Um Beijo Roubado (My Blueberry nights – 2007) *****
316. Um bom ano (A good year – 2006) ***
317. Um corpo que cai (Vertigo – 1958) *****
318. Um crime de mestre (Fracture – 2007) ****
319. Um estranho no ninho (A flew over the cuckoo’s nest – 1976) *****
320. Um grande garoto (About a boy – 2002) *****
321. Um segredo entre nós (Fireflies in the garden – 2008) ***
322. Um sonho de liberdade (The Shawshank Redemption – 1994) *****
323. Uma cilada para Roger Rabbit (Who framed Roger Roabbit – 1988) *****
324. Uma Garota Genial (Funny Girl – 1968) ****
325. Uma rua chamada pecado (A Streetcar named desire – 1951) *****
326. Up – Altas aventuras (Up – 2009) *****
327. Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona – 2008) *****
328. Volver (Idem – 2006) ****
329. Wall.E (Idem – 2008) *****
330. Watchmen (Idem – 2009) *****
331. Wonder boys (Idem – 2000) *****
332. Xeque mate (Lucky number Slevin – 2006) *****
333. X-man Origins: Wolverine (Idem – 2009) ***
334. Zodíaco (The Zodiac – 2005) ***